A vida além do Google: conheça outros buscadores interessantes

O Google é sinônimo de buscas, mas ainda assim existem outras opções que valem a pena. Seja pelos resultados ou pela privacidade

Por Felipe Augusto Cavalcante em 30/04/2012


Até o surgimento do Google, o fluxo de buscas na internet era dividido em uma série de buscadores. Aqui no Brasil, por exemplo, existiam opções como Cadê (comprado pelo Yahoo!) e Radix, além dos internacionais como Yahoo!, Altavista e Lycos. Então, o Google apareceu e concentrou mais de 90% das buscas feitas na web, e isto ocorreu principalmente pela qualidade dos resultados oferecidos.

Recentemente, algumas questões sobre o buscador têm sido levantadas. Em geral, tem crescido a preocupação relacionada ao Google, uma vez que ele grava os hábitos dos usuários para filtrar os resultados e, com isso, cria uma espécie de bolha. Nela, grandes empresas ganham a primeira página dos resultados pela quantidade de conteúdo; mesmo quando possuem menos relevância no assunto ou qualidade no material, comparando com sites menores.

Conheça a seguir opções interessantes para substituir o poderoso Google ou complementá-lo no dia a dia:

 

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O buscador, representado por um simpático pato engravatado, tem atraído cada vez mais usuários com uma proposta simples: manter a privacidade e ampliar o leque de informações. O serviço não coleta dados do usuário durante o uso e deixa o filtro de resultados mais aberto, com foco em qualidade e não na quantidade de citações do termo pelos sites encontrados. Outro ponto interessante é o fato dele não trazer todos aqueles anúncios e links patrocinados, oferecendo assim mais conforto durante o uso.

Comparando os acessos entre abril de 2011 (aprox. 6 milhões) e 2012 (aprox. 44 milhões), números oferecidos pela própria empresa, é possível ter uma noção de seu crescimento. Ainda não é o suficiente para ameaçar o império do Google, mas já reflete o aumento da preocupação dos usuários com a privacidade e a qualidade deste tipo de mecanismo.

 

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Usa os mesmos mecanismos de busca do Google, mas com uma grande diferença: ele não captura os dados do usuário. Ao utilizá-lo, percebe-se que o resultado das buscas é bem diferente do mostrado pela gigante da internet. Sua lista já não é adaptada para quem o usuário é e sim para a relevância do conteúdo.

O problema ocorre quando o Google adapta automaticamente os resultados das buscas, com base naquilo que você já buscou anteriormente ou os sites que visitou. Imagine, por exemplo, que você nunca faça pesquisas sobre política; mas, em compensação, realiza várias por dia sobre novelas. Se um dia você buscar uma palavra que seja semelhante aos dois assuntos, o Google deixará de exibir os resultados sobre política, ou pelo menos priorizará os de novela.

 

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Serviço que traz como diferencial um potente filtro para eliminar páginas, que normalmente usam estratégias ardilosas para conseguir boas posições nas buscas. Nele, os próprios usuários ajudam a classificar o conteúdo baseado em sua qualidade e tipo. O lema da empresa é "Livre de Spam". Já pelo lado da privacidade, o mecanismo deixa a desejar, pois grava o endereço IP do usuário, a data do acesso e os termos das buscas.

 

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Ainda em fase de desenvolvimento, o buscador se destaca por trazer a informação de interesse no próprio resultado da busca. Se você, por exemplo, procurar por "Brasil", ele carrega na própria página: o nome, a bandeira, dados da população, índice de desenvolvimento humano e várias outras informações relevantes sobre o país.

Caso o assunto seja relacionado às matérias de exatas, como Física, Matemática e Engenharia, o serviço não só explica os dados envolvidos nos cálculos, como oferece um formulário para realizá-los. Por enquanto o uso do serviço ainda é bastante limitado, mas é possível conferir os exemplos para imaginar o poder que ele terá no futuro. Disponível apenas em inglês.

 

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Este mecanismo de busca aposta mais em conteúdo produzido de forma colaborativa. Outro diferencial é a chamada busca semântica, que cruza o maior número de informações possíveis sobre um determinado assunto antes de exibir o resultado. Assim é possível chegar mais próximo do que um termo significa ao invés de levar em conta apenas a palavra que o representa. Isto o torna capaz de, por exemplo, exibir resultados referentes aos sinônimos daquilo que buscamos e não apenas às palavras.

 

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Este buscador agrega resultados rápidos para perguntas diretas como: "Quantas classes existem no jogo Diablo III?". As respostas são cadastradas pela própria comunidade de usuários. Caso não goste da resposta ou caso ela realmente não tenha nada a ver com a pergunta, é possível rejeitá-la. Os usuários também podem fazer perguntas ao vivo, uns para os outros, após a realização de cadastro ou o login com a conta do Facebook. Disponível apenas em inglês.

 

Conhece ou usa outros mecanismos de buscas legais? Acredita que algum deles poderá, no futuro, substituir o Google? Compartilhe sua opinião nos comentários desta matéria!

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