A cultura errônea dos bits

Crônicas sobre a massificação da informática e a concorrência dos webdesigners com os sobrinhos

Da redação em 19/Jan/2004

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Por algum tempo, adiei a produção desta matéria por diversos motivos, porém desta vez decidi colaborar com a comunidade em geral alertando sobre algumas coisas que vêm chamando minha atenção: a cultura errônea instalada no mundo da informática em geral, principalmente com relação à venda de componentes de hardware e software e a banalização do webdesigner no Brasil.

Ao contrário do que alguns possam imaginar, não me auto-entitulo Doutor, P.H.D ou qualquer coisa que o valha na área, apesar de burocraticamente possuir o diploma de curso superior de Especialista em Webdesign. Minha experiência e conhecimento sobre o que comentarei adiante foram adquiridos através de muitos erros e acertos (mais erros para ser mais exato, pois me ajudou mais tarde a aumentar o nível de acertos. Mas a aprendizagem nunca termina.).

Bem, vamos ao que interessa!

Caminhando pela Rua Santa Ifigênia, o paraíso de quem procura algo para seu computador, ouvi o seguinte comentário de um vendedor que tentava vender seu "peixe" para um cliente: - "Essa placa-mãe é toda OFFBOARD, só vem com som 3D junto".

Na mesma hora, senti um calafrio na espinha e imaginei o tamanho do absurdo que aquele cliente estava ouvindo (e aceitando). Porém justifico minha reação: desde 1987, quando comecei a ter contato com computadores, especialmente um CP400 da Prológica um MSX Hot Bit e um TK90-X, tais termos eram praticamente desconhecidos. Essas nomenclaturas só começaram a ganhar força em meados de 1991, 1992 com a vinda dos primeiros PCs 486 no Brasil.

Passou mais de uma década e sempre carreguei o conceito de que uma placa-mãe "OFFBOARD" real era isenta de qualquer componente agregado. Simplesmente era um amontoado de solda com os "Slots" de fixação do processador e os demais componentes, como placa de vídeo, som, modem e demais acessórios. Porém, os tempos mudaram e o mundo mudou. A globalização bateu em nossas portas e fomos obrigados a nos atualizar e correr contra o tempo.

Talvez, eu esteja antiquado ou realmente a distorção existente é assombrosa.

Muitas pessoas passaram a trabalhar com computadores, porém com alguns vícios ou menor embasamento técnico e infelizmente a cultura original foi mudada, como qualquer história antiga "remodelada" para a atualidade. Por diversas vezes na TV ouço as promoções de lojas "especializadas" em artigos de computadores dizendo verdadeiros absurdos, como: "- Computador última geração." e vem com multimídia 52x "...".

Ora, será que todo o kit multimídia é 52x ou só o drive de CD-ROM possui uma velocidade nominal de 52x? Não consigo imaginar as caixas de som na minha mesa rodando desesperadas a 52x. Seria algo realmente assustador para Padre Quevedo nenhum botar defeito. Esses são alguns de muitos exemplos de que poderia citar, porém isso serve para alertar você amigo mais leigo de que nem todo mundo nasceu gostando disso, apenas sobrevive, portanto a abordagem muda consideravelmente.

E lembre-se: PLACAS-MÃE OFFBOARD NÃO VÊM COM NADA (eu disse NADA "junto"). Quem disser o contrário pode dar uma grande gargalhada e sugerir começar a vender outra coisa.

Mudando um pouco de assunto, você é um webdesigner?

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Comentários

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(sem título)

Eu tambem sou do tempo do 386. Os primeiros programas que mexi ainda era no tempo do MS-DOS puro. Processador de texto era o Redator Profissional e o WordStar e para planilha o Lotus 123 for Dos e tinha a primeira versão do PrintMaster. Me lembro que quando comecei a mexer com pc, eu comprei um 386 que veio com o Windows 3.11 e tinha lá o Word for Windows e o Excel. Custou 250 reais de segunda mão. Acho que ele tinha uns 4 mega de ram e hd nem lembro o tamanho. Aí um belo dia o inteligente aqui inventou de instalar nele o Windows 95 e o Office 97. O bicho ficou tão lerdo que eu ligava ele e deitava no sofá e tirava um cochilo até terminar de iniciar. Para abrir o Word outro cochilo. Depois troquei ele por um laptop 486 com 16 mega de ram, se não me engano. Já melhorou, pois já rodava bem o Windows 95 com o Office 97. Depois fiquei uns penosos meses sem computador. Então resolvi comprar um Pentium 133 com 32 de ram e hd de 1 giga, que troquei pouco depois por um 233 MMX com 64 de ram e 2 giga de hd. Depois dei um salto um pouco melhor para um Pentium 3 900 mhz com 256 de memória e hd de 20 giga. Fiquei com ele bastante tempo e só a pouco mais de ano que resolvi comprar um Dual Core com 3 giga de ram e hd 160 giga. Já dei uma equipada boa nele, mas agora pretendo comprar um mais moderno, tipo um core 17 com uns 8 giga de ram e hd de 1 tera com uma geforce poderosa, hehehe. Aprendi muito nesse tempo. Hoje desenvolvo softwares, faço edição de imagens, videos, texto, faço manutenção, montagem de micros e redes, páginas para a Internet e mais umas coisas. Quanto ao assunto principal da matéria, realmente, a gente escuta cada coisa de vendedores de computadores que chega a doer os ouvidos. Já tentaram me empurrar cada coisa nas lojas dizendo que se tratava da última geração. Eu deixo o vendedor achar que está no comando da situação e depois explico para ele o que realmente é última geração e a enorme distância que o produto que ele está me oferecendo está da última geração, hehehe.

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Comentado por em 08/05/2010 às 22:01

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