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Uma das questões mais debatidas atualmente é como evitar este tipo de mensagens, por isso durante o ano de 2005 acompanhei o pessoal do nosso suporte técnico e efetuamos alguns testes que geraram bons resultados no combate ao SPAM. Nosso teste iniciou com a criação de duas contas de e-mail para que depois de aplicarmos as técnicas propostas fosse possível comparar ambas as contas após alguns meses. Um dos e-mails foi usado sem nenhum cuidado e hoje está com uma média de 200 mensagens de publicidade por dia na caixa postal, o outro e-mail usamos de forma cautelosa e ainda está intacto, sem publicidades. Aproveitamos a tarefa e conversamos com alguns spamers, estes, embora cautelosos, deixaram escapar algumas de suas técnicas para a captação de e-mails. As mais conhecidas são o uso de rastreadores (robots) que vasculham as páginas da internet e extraem os endereços de e-mails. A busca manual também é bastante praticada por alguns spamers, neste caso é escolhido determinado perfil de sites e manualmente os e-mails são copiados, outra técnica muito eficiente está no cadastro de listas de discussão onde o spamer apenas observa o movimento da lista e vai baixando para a sua máquina as mensagens, depois extrai os e-mails dos participantes. Também existem técnicas menos precisas, mas muito praticadas. As duas principais são: o uso de softwares que geram apelidos (users) e o spamer determina o domínio do e-mail, neste caso ele apenas cadastra o domínio do e-mail e o software gera os nomes, a outra técnica consiste na busca por apelidos cadastrados em fóruns e comunidades, de posse destes apelidos os spamers geram todo o tipo de email possível, modificando o domínio e mantendo o apelido. Isso também vale para os nomes que deixamos registrados na internet, como nas páginas, sites ou em textos que assinamos. Para escaparmos dos spamers usamos regras que dificultassem as técnicas comentadas acima, então vamos a elas:
Para que o teste fosse completo nós fomos para a internet extrair e-mails e aplicamos todas as técnicas de spamers conhecidas, na técnica manual encontramos muitos e-mails que estavam cadastrados em sites com o nome e no lugar do arroba se usava algum outro sinal ou apenas um espaço para dificultar o acesso dos rastreadores (robots), nas listas de discussão foi muito fácil efetuar os cadastros e depois somente observar as mesmas e baixar os endereços de e-mail para o computador. De todas as técnicas as mais fáceis foram a das listas de e-mails e a dos softwares de rastreamento pela internet. Mas durante os seis meses que testamos nossa técnica anti-spam foi possível comprovar que ainda dá para escapar das publicidades usando um pouco de cautela e restringindo um pouco nossas opções de contato ou da divulgação do e-mail. Dá um pouco de trabalho, mas é menor que passar todo o dia filtrando mensagens indesejadas ou perdendo informações devido aos anti-spams baseados na confirmação de resposta. É inevitável o uso de um e-mail para cadastros em sites e preenchimento de formulários, mas usamos para estes casos o e-mail que estava destinado a receber SPAM. Os cadastros em listas ou sites que desejávamos realmente acompanhar foram efetuados com o e-mail criado para evitar os spamers, e funcionou, mas sabíamos da credibilidade dos sites em que cadastramos aquele e-mail e eles possuíam uma boa política de ocultação de e-mails. Se você participa de alguma lista de discussão, veja com o seu moderador a possibilidade de esconder o e-mail dos demais usuários, assim dificulta-se um pouco a captação. Procure sempre usar messengers que não vinculam o e-mail como veículo de contato. |
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