Quem está por trás da Sopa?
O projeto foi apresentado pelo republicano Lamar Smith, que tem a seu lado boa parte de indústria do entretenimento e até empresas de outros setores
Por André Felipe de Medeiros em 09/Jan/2012
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O projeto, agora conhecido como Sopa, foi apresentado na Câmara dos Representantes (o órgão do governo deles que funcionada de forma parecida com o Senado) em 26 de outubro de 2011 por Lamar S. Smith, um político texano e republicano (dois termos que costumam trazer as tags "conservador" e "radical" com eles). Essa descrição pode parecer um pouco extrema demais, porém ele é a figura ideal para representar o grupo que tem sofrido com a falta de uma ação mais direta das autoridades no combate à pirataria.
Smith não está sozinho
Na política desde 1978, Lamar é conhecido por seu posicionamento firme em questões como o aborto e a legalização da maconha (ele é contra ambos), e até mesmo propôs uma lei que expandiria as restrições do DMCA (Digital Millenium Copyright Act, ou Lei dos Direitos Autorais no Milênio Digital) - o que gerou um impacto negativo de sua imagem na comunidade tecnológica. Com ele, inicialmente vieram 12 outros representantes, tanto Republicanos quanto Democratas - número que em dezembro já ultrapassava os 30 - que apóiam o projeto na Câmara.

Lamar Smith luta contra Amazon, Mozilla, Google e outros
Eles falam em nome do interesse das corporações de entretenimento que vem sofrendo com a pirataria e que estão descontentes com as medidas tomadas pelo Governo para combater as práticas de disseminação ilegal do conteúdo que elas possuem. Essa discussão, a gente sabe, já dura um bom tempo e a Sopa tem sido vista por esse grupo como um passo mais decisivo na luta contra a pirataria - que tem, em média 53 bilhões de cliques por ano pela Web, entre o compartilhamento de música, filmes, softwares, etc.
A lista dos apoiadores é bem extensa e conta com nomes conhecidos por todos. Produtores de conteúdo (como Sony, Warner, Disney, ESPN, EMI, Viacom,Universal e redes de TV, como a ABC e a CBS) se juntam a organizações como a AFM (a Federação Americana de Músicos), a AFTRA (Federação Americana de Artistas do Rádio e Televisão) e a MPAA (Associação dos Filmes da América), e até mesmo grandes empresas de outras indústrias, como Visa, Pfizer, Tiffany & CO e Harper Collins. Ou seja, tanto quem produz, quanto quem trabalha para legitimizar o trabalho dos produtores e, perceba, quem anuncia na web (e financia as produções) sente que a Sopa é a melhor alternativa de proteção contra a pirataria.
Por lei, os direitos (sejam eles de imagem, exibição, intelectuais, etc.) são uma propriedade como outra qualquer, daí o uso deles sem autorização constitui roubo. Lembra da campanha "você não roubaria um carro" e tal? Exatamente aquilo. Existe uma pegada meio Robin Hood que alguns sites de compartilhamento parecem querer ter ao distribuir conteúdo gratuitamente, mas acabam lucrando com os anúncios às custas dos produtos que saíram do bolso de alguém. É, tem que ver isso aí.
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Comentários (2/2)
rosana29 3 meses atrás
Hum... Sou contra a pirataria, mas cá entre nós : os preços são abusivos. Como diz o ditado : "quem muito espreme sai entre os dedos", se não baixam os preços, acabam tendo prejuízo por causa da pirataria. Entre piratear e pagar o Netflix, eu pagaria pelo Netflix.