Quem sabe cyber!

Uma pequena sugestão de como encarar a publicidade na web

Por Mirko Mayeroff em 05/Nov/2009

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Venho participando de eventos e palestras desde o inicio do ano. Algumas coisas bem bacanas e instrutivas. Acima de qualquer coisa pude ter contato com pessoas ávidas por informação relacionada ao meio digital. 

Freqüentei alguns dos principais eventos do últimos semestre, palestrei e estive em boa parte das palestras do Google, até a do guru Avinash Kaushik. Vi in loco a cara das pessoas em cada um destes eventos. Boa parte delas com cara de interrogação. Dúvidas geradas por falta, ou avalanche, de informação. 
 
Pode ser que em uma só pergunta, ou na resposta a esta pergunta, eu conseguisse dirimir essas dúvidas: QUAL A DIFERENÇA ENTRE VEICULAR E VINCULAR?

  • Veicular tem sinônimos como as palavras: difundir, propagar, espalhar, esparramar, disseminar, emitir, irradiar, fazer multiplicar, comunicar, alastrar, tornar de domínio público;
  • Vincular se refere a ligar por laços, prender-se, ter ligação, ter relação, ter referência, sujeitado, ter compromisso, atrelar.

Entendo eu, que a complementaridade dessas duas palavras explica o funcionamento de campanhas online, e boa parte das dúvidas vem do uso indevido delas. Se em 1999, vendíamos publicidade, comercio eletrônico e tentávamos entender, vender e explicar que vantagem nossos clientes tinham, hoje, em 2009, sinto q os clientes continuam vivendo o mesmo dilema, não entendem aquilo que compram. Continuamos vendo pessoas que querem fazer parte do meio web e não tem a menor idéia de como a coisa funciona, e vejo isso até em relação ao cliente. 

Fora tecniquês

Será que o caminho não é tirar o foco das ferramentas e de seu funcionamento? Afinal, isso é pra quem vive, dorme e come marketing digital. O cliente tem que entender a vantagem de trabalhar o meio web e identificar os pontos que geram oportunidades de melhoria nas campanhas e no meio, independente de veículo ou ferramenta escolhida. Veicular não deve vincular o cliente a um só veiculo, ferramenta ou produto web.

Veicular deve ser uma experiência repleta de informação, análise, reflexão e tomada de posição eficaz. Se será feita em conjunto com uma agência, ou não, é o cliente que decide. Mas nós que formamos este mercado devemos dar condição suficiente para que o cliente entenda, na íntegra, como funciona o meio. Chega de tecniquês, enrolês e ferramentês. Vamos ao que é de interesse ao cliente! 
 
Ao veicular uma campanha online, seja lá onde for, é importante entender que o fato de vincular campanhas a portais, mecanismos de busca ou qualquer outro veículo, nos dá a chance de metrificar cada uma das ações. E essas métricas nos darão embasamento para dar continuidade as campanhas sem recorrer ao "chutômetro" ou "achômetro", trabalhando a questão de forma totalmente racional. 

Isso deve ser uma das razões da migração de verbas publicitárias para a internet, fato que teve início nos EUA e que desde o fim do ano passado pode ser detectado com mais frequência em nosso mercado.  

Publicidade na web

Simplificando a questão: Se a veiculação online resulta em visitas ao site, e essas visitas "passeiam" pelo site e podem comprar, se cadastrar ou assinar, é vital o cliente entender que na web tudo isso pode, e deve, ser controlado, avaliado e usado para melhorar a relação entre aquilo que se investe para veicular e do que se ganha com a veiculação. Ter alguém que entenda com profundidade disso ao seu lado deve ajudar, mas o fato do cliente entender o funcionamento não permite que ele "jogue fora" oportunidades ou dinheiro, e posteriormente critique o meio web. 
 
A questão é uma só, a web e a publicidade na web brasileira vem crescendo a olhos vistos, temos previsão de ter uma participação no bolo publicitário de 4,2% em 2009, sendo que 2008 fechou um ano com representatividade de 3,5%, segundo dados do Intermeios. Se intenet já é considerada mídia de massa temos que aproveitar pra entender que poucos ainda falam nossa língua, então pra melhorar a comunicação com os potenciais clientes temos q falar a língua q eles entendem.

Temos que pensar "fora da caixa" (termo antigo), falar a língua do cliente, a língua da transparência, dos resultados, da performance e da eficácia. Pra não ter q repetir parte da letra da música O HACKER do Zeca Baleiro, "Quem sabe cyber. Quem não sabe sobra." vamos repensar alguns pontos. Então, já que nós "cyber", vamos parar de errar na forma de comunicar, temos a obrigação de fazer o cliente entender e usar nosso meio, mais e melhor a cada dia.  

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Foto Mirko Mayeroff

Mirko Mayeroff
Depois de 15 anos atuando no comercial de indústrias texteis e cerâmistas, iniciou sua carreira na internet em 1999 no e-comm e leilão UOL. Foi executivo do UOL, Zip.Net e BOL para Publicidade e E-comm. Iniciou o trabalho com "links patrocinados" em 2003 na TeRespondo, empresa que deu inicio ao formato aqui no Brasil. Durante um ano prestou serviços para o Superdownloads. Antes disso, desde janeiro de 2007, foi Diretor de relacionamento e negócios da WEBTraffic.

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