Segurança de desktops: Utilize a abordagem de defesa profunda
A abordagem de "defesa profunda" representa uma filosofia de segurança completa, que ajuda a proteger o ambiente de computação contra diversos vetores de ataque
Por TechNet em 03/Nov/2010

Uma das poucas constantes da computação de desktops é que nada é constante. Na maioria dos casos, isso é bom. O panorama em constante mudança do nosso ambiente de computação é resultado de inovação e criatividade. Isso nos fornece novas maneiras de interagir, colaborar e se conectar com o mundo ao nosso redor.
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Entretanto, assim como o panorama da computação de desktops, o panorama da segurança de desktops também muda. À medida que a natureza das plataformas e dos dados muda, novas ameaças surgem. Os profissionais de TI deve permanecer alertas e cientes das práticas e das ferramentas disponíveis para ajudar a conter essas ameaças.
A visão de "defesa profunda" da segurança de desktops representa uma filosofia de segurança. Essa é uma abordagem que ajuda a proteger o ambiente de computação contra tantos vetores de ataque em potencial diferentes quanto possível. Vamos analisar maneiras de ajudar a proteger seu ambiente de desktops contra software indesejado e mal-intencionado, bem como novas tecnologias para proteger usuários e dados em trânsito e ferramentas para auxiliar os profissionais de TI a gerenciar um ambiente de computação diversificado.
Software mal-intencionado
Os criminosos com experiência em tecnologia são implacáveis em seus ataques a computadores desktop. Infelizmente, isso significa uma criatividade cada vez maior nas tentativas de enganar e coagir os usuários finais a instalar software mal-intencionado em suas máquinas. Felizmente, existem várias ferramentas disponíveis para ajudar a proteger os usuários, bem como a infraestrutura à qual eles estão conectados.
O Controle de Conta de Usuário (UAC) é um recurso que foi introduzido pela primeira vez no Windows Vista. Esse controle ajuda os usuários e os administradores a proteger o acesso a direitos administrativos dentro do ambiente de computação de desktops. Os usuários podem facilmente trabalhar com privilégios de usuário padrão e, dessa maneira, as funções administrativas de suas máquinas ficam isoladas de softwares mal-intencionados que podem tentar acessar dados ou executar tarefas sem o conhecimento do usuário.
No Windows 7, foram feitas algumas melhorias significativas no UAC. A experiência do usuário final foi aprimorada por meio da redução do número de funções administrativas que exigem elevação. O Windows 7 também introduziu a elevação automática de executáveis do Windows assinados digitalmente, além de novos modos de operação para um controle mais granular sobre os eventos que exigem elevação explícita. Para obter descrições mais detalhadas de como o UAC trabalha para proteger o ambiente de computação de desktops, consulte o artigo de julho de 2009 de Mark Russinovich, "Explorando o Controle de Conta de Usuário do Windows 7".
O AppLocker é outro recurso novo do Windows 7 que permite que os administradores especifiquem exatamente os programas que podem ser executados em seus ambientes. O AppLocker baseia-se nos fundamentos introduzidos pelas Políticas de Restrição de Software (SRP) no Windows XP e no Windows Vista. Os administradores podem permitir ou negar que aplicativos específicos sejam instalados em seus desktops.
O AppLocker melhora a experiência além da SRP por meio da introdução de regras com base em assinaturas digitais de aplicativos. Isso permite que os administradores identifiquem os aplicativos que talvez queiram proibir na organização, sem ter de atualizar as regras sempre que um atributo desse programa, como um carimbo de data ou um número de versão, for alterado. O mecanismo de regras no AppLocker também fornece um alto nível de granularidade (veja a Figura 1). Isso possibilita aos administradores criar facilmente regras abrangentes, permitindo exceções conforme o necessário.
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Além disso, as regras do AppLocker podem ser associadas a um usuário ou grupo específico de uma organização. Isso fornece controles específicos que permitem que você dê suporte a requisitos de conformidade e segurança validando e impondo quais usuários podem executar determinados aplicativos.
O UAC e o AppLocker fornecem mecanismos robustos para controlar os aplicativos que você pode instalar e utilizar em qualquer máquina. A inclusão do Forefront Client Security pode ajudá-lo a dar um passo além, fornecendo um avançado mecanismo antivírus e antispyware, juntamente com a proteção de arquivos em tempo real. Caso um elemento mal-intencionado chegue a seu ambiente de computação de desktops, os filtros constantemente atualizados incluídos no Forefront Client Security poderão ajudar a detectar e também neutralizar a ameaça.
Dados em trânsito
Uma das mudanças mais significativas que observamos na última década está relacionada ao fato de como a computação passou a ocorrer pouco no desktop propriamente dito. Os laptops, os netbooks e a grande variedade de dispositivos móveis representam agora a maior parte de nossa plataforma de computação. Os usuários têm muito mais mobilidade, assim como seus dados. Isso certamente tem seus benefícios, mas também introduz um aumento dos riscos. Os laptops e outros dispositivos portáteis são mais fáceis de serem perdidos, esquecidos ou roubados, o que coloca informações potencialmente confidenciais em mãos não autorizadas.
Existem várias opções para ajudar a proteger você e seus usuários contra a perda ou o roubo de dados. A Criptografia de Unidade de Disco BitLocker, ou apenas BitLocker, ajuda a impedir o acesso não autorizado a seu laptop ou netbook. Os arquivos armazenados na unidade criptografada (veja a Figura 2) são protegidos contra usuários não autorizados e não podem ser acessados por eles. Ao fornecer criptografia do volume total de dados, verificações de integridade de componentes de reinicialização iniciais e a opção de exigir um PIN ou um dispositivo flash USB com material de chave no momento da inicialização, os usuários e os administradores podem ficar mais confiantes quanto à integridade de seus dados caso um dispositivo móvel seja perdido ou roubado.
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Laptops e netbooks perdidos são apenas uma parte do problema. A perda de dispositivos de armazenamento portáteis, como unidades flash USB, também é muito comum. As unidades flash USB podem armazenar grandes quantidades de dados a um custo muito baixo, o que as tornam uma atraente opção de armazenamento. Isso também as torna perigosas quando são usadas para armazenar informações confidenciais. O BitLocker To Go pode ajudar a combater essa preocupação estendendo as funcionalidades do BitLocker para os dispositivos de armazenamento removíveis.
Com esse aumento da mobilidade dos usuários, é importante proteger os dados quando estão armazenados em dispositivos físicos e também enquanto trafegam por redes públicas. O DirectAccess é um novo recurso introduzido no Windows 7 que aumenta a segurança durante a conexão remota a redes corporativas.
Ao aproveitar as tecnologias com base em padrões, como os protocolos IPsec e IPv6, o DirectAccess permite que os usuários se conectem diretamente a redes corporativas a partir de locais remotos, sem precisar de uma conexão VPN separada. O DirectAccess também usa os métodos de criptografia IPsec, como o DES triplo (3DES) e a criptografia AES, a fim de ajudar a assegurar a proteção dos dados na transmissão. Saiba mais sobre o DirectAccess, além de maneiras de melhorar seu uso com a Proteção de Acesso à Rede na coluna The Cable Guy, de junho de 2010, de Joseph Davies.
Por fim, ao passo que nossos aplicativos e nosso trabalho de linha de negócios cada vez mais são movidos para a nuvem, torna-se ainda mais essencial que os navegadores da Web forneçam um ambiente de computação online o mais seguro possível. O futuro Internet Explorer 9 terá uma base robusta para os recursos de segurança da Internet e, ao mesmo tempo, fornecerá algumas melhorias bem-vindas.
Por exemplo, o Internet Explorer 9 incluirá um filtro XSS (cross-site scripting) que ajuda na detecção desse tipo de ataque cada vez mais comum. Os ataques XSS visam comprometer sites legítimos com códigos mal-intencionados.
Se o filtro XSS no Internet Explorer 9 revelar qualquer vulnerabilidade, ele desabilitará os scripts prejudiciais. O Internet Explorer 9 também fornecerá um filtro SmartScreen aprimorado para ajudar os usuários a identificar e evitar sites mal-intencionados que possam incluir ataques de phishing, malwares, entre outros. Saiba mais sobre o Internet Explorer 9 e baixe a versão beta.
Simplifique o gerenciamento
Como profissionais de TI, é importante que a implantação, o gerenciamento e a manutenção de tecnologias e políticas de segurança continuem sendo o mais fácil e eficiente possível. O Windows 7 fornece diversas ferramentas para ajudá-lo a simplificar o gerenciamento de sua infraestrutura de segurança de desktops.
Por exemplo, os cmdlets do Windows PowerShell agora estão disponíveis para Políticas de Grupo. Ao utilizar esse shell de linha de comando e essa linguagem de scripts avançados, você agora pode automatizar e gerenciar várias tarefas de Política de Grupo mais facilmente. Você pode criar Objetos de Política de Grupo, definir suas associações com contêineres do Active Directory, definir configurações de políticas com base no Registro e muito mais. Isso o ajuda a garantir que todos os desktops de seu ambiente atendam às configurações de segurança estabelecidas pelos administradores.
É essencial controlar a forma como os softwares são implantados em uma organização a fim de impedir a entrada de softwares potencialmente mal-intencionados. O Serviço Instalador do ActiveX ajuda você a gerenciar a implantação de controles ActiveX usando a Política de Grupo. Isso garante que você possa instalar e gerenciar esses sofisticados controles - que aprimoram a experiência na Web dos usuários finais - sem comprometer a integridade de controles de segurança de desktops, como o UAC.
Os ataques mal-intencionados continuarão a se adaptar às inovações da computação de desktops. Entretanto, uma abordagem de segurança abrangente e de defesa profunda ajudará a garantir que seus usuários, bem como seus dados corporativos essenciais, permaneçam protegidos.
Texto escrito por Joshua Hoffman, o antigo diretor-chefe da TechNet Magazine. Agora, ele é autor e consultor independente, aconselha seus clientes sobre tecnologia e marketing voltado ao público. Hoffman também trabalha como editor-chefe do ResearchAccess.com, um site dedicado ao crescimento e enriquecimento da comunidade de pesquisas de mercado. Ele mora em Nova York.
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